Dinheiro Esquecido

Volume de dinheiro esquecido nos bancos atinge R$ 5,65 bilhões

Dinheiro esquecido nos bancos atinge R$ 5,65 bilhões. Confira se você é um dos beneficiários.

Sergio Marques
Volume de dinheiro esquecido nos bancos atinge R$ 5,65 bilhões

O aumento do dinheiro esquecido

Atualmente, o volume de recursos financeiros não reclamados em bancos brasileiros totaliza R$ 5,65 bilhões, segundo informações do Banco Central. Esse número é uma elevação em relação ao montante de R$ 5,12 bilhões, que foi registrado em junho deste ano. Essa situação revela um cenário de recursos que, por diversos motivos, permanecem fora do alcance de seus legítimos proprietários.

Quem são os detentores dos valores?

Desses R$ 5,65 bilhões, cerca de R$ 4,25 bilhões pertencem a aproximadamente 23,57 milhões de pessoas físicas. Além disso, em torno de 2,19 milhões de empresas detêm cerca de R$ 1,40 bilhão que não foi reclamado. Esse cenário sugere que muitas pessoas podem ser beneficiadas se se informarem sobre seus direitos a esses recursos esquecidos.

Como consultar valores esquecidos?

Os interessados em descobrir se têm algum valor esquecido podem fazer isso sem custos, utilizando o Sistema de Valores a Receber (SVR) disponível no site do Banco Central. Este serviço permite que os cidadãos localizem recursos que foram deixados em bancos, cooperativas de crédito, administradoras de consórcios e outras entidades financeiras. Para acessar essas informações, basta fornecer documentos como o CPF e a data de nascimento para pessoas físicas, enquanto empresas devem informar o CNPJ e outros dados pertinentes.

Distribuição dos valores em diferentes categorias

Apesar da quantidade significativa de dinheiro esquecido, a maior parte dos beneficiários possui valores relativamente pequenos a serem resgatados. A distribuição é a seguinte:

  • 69,45% dos beneficiários têm valores entre R$ 0,01 e R$ 10;
  • 18,97% detêm entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,35% possuem quantias entre R$ 100,01 e R$ 1.000;
  • Apenas 2,22% conseguem recuperar montantes superiores a R$ 1.000.

Essa tabela de distribuição mostra que, embora uma grande soma de dinheiro esteja disponível, a maior parte é composta por depósitos de baixo valor.

Origens do dinheiro esquecido

Os valores que permanecem esquecidos nas contas bancárias podem ter várias origens. Entre as principais razões para isso, encontramos:

  • Saldos de contas que foram encerradas;
  • Taxas cobradas de forma indevida;
  • Recursos oriundos de consórcios que foram concluídos;
  • Cotizações de cooperativas de crédito que não foram reclamadas.

Estas situações salientam a importância de que os cidadãos realizem consultas frequentes sobre possíveis montantes a receber, pois podem estar perdendo valores que, de outra forma, permaneceriam esquecidos.

Concentração nos bancos

A maior parte do dinheiro não reclamado está armazenada nos bancos. A divisão desse montante mostra que:

Tipo de InstituiçãoValor (R$)
BancosR$ 2,38 bilhões
Administradoras de consórciosR$ 1,96 bilhão
Cooperativas de créditoR$ 762,7 milhões
Instituições de pagamentoR$ 353,4 milhões
FinanceirasR$ 114,6 milhões
Corretoras e distribuidorasR$ 69,4 milhões
Outras instituiçõesR$ 4,5 milhões

Os dados mostram que os bancos possuem a maior parte dos recursos não reclamados, seguidos por administradoras de consórcios e cooperativas.

Percentuais de beneficiários por faixa de valor

A seguir, podemos resumir novamente a distribuição de valores que os beneficiários detêm:

  • 69,45% possuem entre R$ 0,01 e R$ 10;
  • 18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,35% encontram-se na faixa de R$ 100,01 a R$ 1.000;
  • 2,22% têm valores que superam R$ 1.000.

Esses percentuais revelam que a maioria dos cidadãos encontra-se com quantias menores a serem resgatadas, ressaltando ainda mais a importância de consultas regulares por parte dos associados.

Soma total de valores já devolvidos

Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já restituíu mais de R$ 16 bilhões a seus legítimos proprietários. Até julho, aproximadamente R$ 11,9 bilhões foram devolvidos a pessoas físicas, enquanto cerca de R$ 4,2 bilhões retornaram para empresas. Esses dados ressaltam a eficácia do sistema, que, ao combinar os valores já devolvidos com o que ainda se encontra disponível, estima que há um total de R$ 21,8 bilhões em recursos a serem reclamados.

Como efetuar o resgate?

Para realizar o resgate dos valores disponíveis, o interessado deve acessar o Sistema de Valores a Receber do Banco Central. A consulta é gratuita, e para pessoas físicas são necessários o CPF e a data de nascimento. Para as empresas, o processo envolve a utilização do CNPJ e demais informações solicitadas. Importante destacar que, para efetuar o resgate dos valores identificados, o usuário deve ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.

Importância da consulta no SVR

Fazer a consulta no Sistema de Valores a Receber é fundamental para qualquer cidadão ou empresa que possa ter valores esquecidos. O sistema é uma ferramenta facilitadora que permite que os usuários verifiquem se têm dinheiro parado em contas bancárias ou em instituições financeiras. Com o aumento do montante total de dinheiro que permanece esquecido, essa consulta pode ser a oportunidade de recuperar recursos que foram quando esquecidos por conta da falta de atenção ou notificações inadequadas sobre as contas.

O controle e a informação são essenciais para assegurar que os valores sejam reclamados em tempo hábil, evitando que continuem esquecidos nas instituições financeiras. Portanto, a prática de conferir periodicamente pode trazer alívio financeiro e permitir uma melhor gestão dos recursos pessoais e empresariais.

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Autor
Sergio Marques

Sergio Marques

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.

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